Documentário dirigido por Marcelo Masagão e lançado no Brasil em 1999.
Memórias do século XX.
Logo no início do filme é mostrado o período em que surge a revolução industrial. Os homens que se transformam em peças nas mãos do capitalismo, o trabalho manual, divisão de funções. Ele agora faz parte desse sistema e é tratado com parte de uma máquina.
O mundo passa então por uma mudança já que com o advento da mecanização (industrialização) as pessoas passam a trabalhar, seja como construtores de edifícios ou metrôs, empacotando cigarros, fabricando carros, produzindo televisões, montando bicicletas, extraindo minérios etc.
As casas passam a ter bens como televisores, rádios e outros eletrodomésticos. Em paralelo a isso, em 1929, ocorre a grande depressão. Em conseqüência disso o desemprego da população, a fome, a perda da dignidade e a inutilidade dos diplomas da época.
A revolução feminina, sexual é enfatizada com imagens de mulheres de mini-saias, biquínis, fazendo passeatas etc. No campo da arte a nudez exposta de várias formas, os artistas expressam a igualdade entre os sexos que é exaltada e passa a ser valorizada. Na religião o Islamismo, o Judaísmo, o Hinduísmo e o Candomblé são abordados como formas de buscar a Deus.
Como mensagem central o filme mostra a realidade traumática das guerras deixando transparecer a vulnerabilidade da vida humana. A primeira guerra mundial, a guerra do Vietnã, a guerra do Golfo, as milhares de vidas que foram ceifadas por conta de interesses de poucos. O crescimento do potencial bélico com as bombas atômicas e outras armas. O próprio homem cria os mecanismos para a destruição da sua espécie. Hitler, Pinochet, Médice e outros ditadores são lembrados bem como o budista Mahatma Gandhi, no Tibet, que venceu resistências imperialistas sem dar um tiro sequer. A solidão e a injustiça das guerras.
Traumas, humilhações, desespero, protestos, suicídios e ilusões. A morte como um fim que não se pode fugir. O ser humano que em sua fragilidade, espera aquilo que não se pode desviar. O cemitério, morada de todos: dos que constroem as bombas, matam, dos que levantam a bandeira da paz, dos que levantam edifícios, dos que pagam os trabalhadores, dos que aparecem na televisão, dos que os assistem, dos que tem ou não, medo da morte.
Bom dia gente!
ResponderExcluirNão assisti o documentário, mais mesmo assim ouso a comentar sobre alguns pontos que achei interessante.
Primeiro:
Infelizmente nossas vidas em determinados momentos passam a ser a extensão do nosso trabalho, até que ponto isso é bom ou ruim eu não sei! Só sei dizer que nesta época de revolução industrial vivemos um fenômeno muito triste chamado invisibilidade social, onde muitas pessoas sofreram e não eram enxergadas pela sociedade por suas atividades serem ditas como não importantes, ou até “inferiores”. Então, imaginem como essas pessoas se sentiam nesse período?! Sua parte psicológica, sua vida...
Segundo:
A morte em si para cada um de nós “não existe”! A gente costuma negar a morte, apesar de conseguirmos aceitar a do outro, porém em nosso inconsciente somos imortais, daí a dificuldade da aceitação.
Hoje em dia tenho meus conceitos acerca da morte – sugiro até que leiam uma grande doutora/ escritora especializada em tanatologia (estudo da morte) Elisabeth Kübler-Ross – ela tem vários exemplares tipo (de quem é a vida afinal, a roda da vida, viver até dizer adeus...) e... Finalizo com uma frase dela.
“as pessoas sempre me perguntam como é a morte. Digo-lhes que é sublime. É a coisa mais fácil que terão que fazer. A vida é dura. A vida é luta. Viver é como ir à escola. Dão a você muitas lições a estudar. Quanto mais você aprende, mais difíceis ficam as lições. Quando aprendemos as lições, a dor se vai.”