Educação das Emoções

terça-feira, 31 de maio de 2011

GERAÇÕES TECNOLÓGICAS (BB,X,Y,Z, E M)

Segundo William Strauss e Neil Howe, autores e palestrantes conhecidos por suas teorias sobre um ciclo recorrente de gerações na história, “uma geração consiste em um grupo de pessoas, cuja localização comum na história lhes confere uma personagem coletiva. A extensão de uma geração é praticamente a duração de uma fase da vida. As gerações se dividem em quatro arquétipos, sempre na mesma ordem, cujas posições na fase da vida compreendem uma constelação."2 Os quatro arquétipos são caracterizados da seguinte maneira:
• Profeta (Idealista)
• Nômade (Reativo)
• Herói (Civil)
• Artista (Adaptável)
A geração dos baby boomers é Profeta. O arquétipo da geração Profeta e idealista quer transformar o mundo – e não apenas manter o que lhes foi legado. Os baby boomers tendem a ver a Geração X como irmãos menores – e não como uma geração pela qual precisem ter alguma responsabilidade. A Geração X nesse modelo é composta por arquétipos Nômades. São autoconfiantes desde a infância. Cresceram na era das crianças trancadas em casa, com mães que trabalham fora e altos índices de divórcio dos pais. São sobreviventes. Têm poucos motivos para se comprometer ou adotar as visões dos baby boomers, porque estes raramente enfrentaram sua realidade prática. São semelhantes a outras gerações Nômades nessa resistência reativa à geração visionária de seus pares mais velhos.
Em combinação, a geração Nômade enquanto líderes de meia idade se tornam os braços e pernas pragmáticos que programam a nova visão com soluções criativas, realistas e aplicáveis para os problemas atuais. Quando a Geração X acredita, vê o valor e confia na liderança, é capaz de usar suas habilidades de solução de problemas práticos com know-how e resistência para fazer as coisas acontecerem. Em resumo, são as visões dos baby boomers aliadas às soluções da Geração X.
As gerações tecnológicas, diz Santaella, não ocorrem por salto. A medida que a comunicação entre as pessoas e o acesso à internet e à informação desprenderam dos filamentos, todo o ambiente urbano foi adquirindo um novo desenho resultante da interferência e intromissão do virtual na vida real (p.199). As tecnologias móveis foram sendo incorporadas pelas pessoa, numa interface de linguagens tão amigáveis que analfabetos e crianças conseguem interagir com elas. Essa geração de tecnologias é constituída por "uma rede móvel de pessoas e tecnologias nômades que operam em espaços físicos não contíguos". para fazer parte desse espaço, uma pessoa não precisa compartilhar o mesmo geográfico com o outro , pois trata-se de um espaço híbrido, criado justamente pela fusão de lugares diferentes e desconectados.
Analisando pontos positivos podemos destacar o ensino a distancia (EAD), leva o conhecimento aquelas pessoas que não tem acesso a uma faculdade presencial gerando assim uma oportunidade de um futuro melhor, podemos citar o computador que tem seu ponto positivo trazendo a informação em tempo real, porém também vale ressaltar os seus pontos negativos, a pedofilia aumentando e os jovens cada vez mais obcecados deixando então de ler livros e fazer exercícios saudáveis. O celular não poderia deixar de ser citado, facilita tanto a vida das pessoas em seus contatos pessoais, profissionais e encurtando distancias, que até mesmo os traficantes conseguem comandar o trafico dentro da própria cadeia. Hoje estamos tão dependentes da tecnologia que não conseguimos mais esperar 10 minutos pela resolução de nossos problemas.

Reforma Psiquiátrica

Artigo sobre a Reforma Psiquiátrica baseado na Lei 10.216 de 6 de abril de 2001 e na entrevista feita com a psicóloga Gisele Lopes.

Ao falar de reforma é de suma importância mencionar o fato de algo não estar dentro dos padrões esperados, daí a necessidade da reconstrução, ruptura com o antigo. Na Psiquiatria, no âmbito dos manicômios, mais especificamente falando, essa reconstrução se deu pelo fato de que os indivíduos portadores de necessidades especiais não estavam sendo tratados com o devido respeito e humanidade que lhes eram essenciais para a recuperação.
Dessa forma, o movimento antimanicomial surgiu como um movimento que adere a inserção de indivíduos portadores de deficiência mental, tendo como prioridade a integração do mesmo no seio familiar e na sociedade.
Esse movimento iniciou-se na década de 1970, mas era apenas um movimento juntamente com outros movimentos na época. O movimento antimanicomial tem como lema a eliminar os manicômios e com meios terapêuticos tratar de pessoas portadoras de deficiência mental.
Legalmente falando, esse movimento só veio a ser vigorado e concretizado em 6 de abril de 2001 na lei 10.216 que dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental. Essa lei protege todo e qualquer deficiente mental.
Com lei estabelecida no Brasil, o movimento antimanicomial passa a ter uma grande responsabilidade de fazer estabelecer a lei 10.216 da constituição brasileira, sendo esse um grande passo. Após a lei da reforma psiquiátrica ter sido vigorada é incumbência do estado  prover a assistência de pessoas portadoras de deficiência mental na contratação de profissionais, nas áreas pelas quais os pacientes terão necessidades tais como , psicólogos, psiquiatras, enfermeiros dentre outros.
Os portadores de transtorno mental são acompanhados através dos centros de atendimento psicossocial (CAPS), residências terapêuticas e hospitais gerais.
Nos CAPS, eles recebem atendimento com o psiquiatra e participa das oficinas ministradas por uma equipe multidisciplinar, bem como as visitas domiciliares.
Os portadores de transtornos mentais puderam resgatar a sua cidadania, iniciando a partir desse período um novo olhar e uma nova forma de lidar com o portador de transtornos mentais. A grande maioria dos hospitais psiquiátricos foram fechados dando lugar aos centros de atendimento psicossocial, onde o portador pode fazer o tratamento com um maior acompanhamento e no convívio dos seus familiares.
Ainda existem vários desafios a serem conquistados, principalmente a atuação e aceitação da família e da sociedade aos portadores de doença metal. Infelizmente, ainda existe o Brasil, grande preconceito acerca desse assunto, mas a reforma psiquiátrica está evoluindo a cada dia e sendo mais aceita pela sociedade que antes priorizava o internamento como forma de se ver livre o problema. A reforma psiquiátrica não veio para destruir a psiquiatria, nem os manicômios, mas sim para trazer meio terapêuticos junto a todos os outros métodos que possibilite a inserção do indivíduo na sociedade. Mas essa força antimanicomial vai seguindo buscando seus objetivos e alcançando suas metas.


quarta-feira, 4 de maio de 2011

O NOME DA ROSA



Filme “O nome da Rosa” produzido por Bernd Eichinger, dirigido por Jean-Jacques Annaud e lançado na Alemanha em 1986. O Nome da Rosa acontece no ano de 1327(Séc. XIV) em um grandioso mosteiro Beneditino na Itália onde o monge franciscano e renascentista William de Baskerville (Sean Connery) e Adso von Melk (Christian Slater) seu noviço, é chamado  para desvendar um mistério que até então para alguns era “arte do demônio”.
Ao desenrolar do filme, acontecem várias mortes e todos os corpos eram encontrados com o dedo e a língua manchada. A Igreja Católica adentrou a Idade Média riquíssima, com uma fortuna incalculável, detentora dos maiores bens e dos maiores mistérios que será desvendado por William. Esses fatos acontecem em uma época teocêntrica onde Deus era o centro de todo o universo e a Igreja Católica escondia os conhecimentos filosóficos dos monges e dos fiéis.
O filme é retratado no fim da Escolástica e início das manifestações renascentistas, na época escolástica que tem como grande figura Santo Agostinho que cultiva o amor divino.
Podemos observar no filme o noviço Adso von Melk quando se envolve em um sentimento amoroso com a “rosa”( uma menina pobre que era utilizada como objeto sexual pelos monges) e tenta justificar seu sentimento baseando-se nas palavras de Santo Agostinho sobre o amor, porém William o detém explicando que o amor em que  Santo Agostinho referia-se era divino.
Após algumas mortes a inquisição é chamada para tentar desvendar os mistérios que até então se acreditava estarem ligados à questão espiritual. O mosteiro possui uma biblioteca que apenas duas pessoas possuem acesso e ninguém é autorizado a entrar para ler os livros ali contidos, esse é o ponto de partida de Willian cuja investigação vai ficando cada vez mas nítida.
 O que teria ali te tão secreto que os demais não poderiam ter acesso? Até que então, Willian descobre que o grande motivo das mortes e dos mistérios é um livro de Aristóteles que fala sobre o riso e com esse livro vários pergaminhos que confrontavam os dogmas da Igreja na época.
 Durante todo esse mistério é interessante ressaltar o momento em que a inquisição condena pessoas a serem queimadas vivas que foram acusadas de utilizar atos místicos e que podemos ver uma disputa entre o misticismo, o racionalismo, problemas econômica, político e principalmente o desejo da Igreja de manter seu poder absoluto.
Na investigação Willian encontra várias dificuldades, pois utilizava da ciência e conseqüentemente da razão para dar solução aos crimes e provocava grande desagrado e inquietação a santa inquisição, mas Willian não desiste e consegue entra na biblioteca, fica fascinado com tanto conhecimento que até então estava escondido das pessoas. Aí continha vários tipos de pensamentos que confrontavam os conhecimentos bíblicos e dogmáticos da Igreja Católica.
Esse filme nos mostra o grande poder que a Igreja Católica tinha na época e quão grande era a inibição de partilhar conhecimentos, pois se assim fosse a Igreja poderia perder seus fiéis, seu poder e seu governo. Era a Igreja que em nome de Deus, governava tomando as decisões.
Mas esse governo sofre uma queda, pois a ciência adquiriu seu espaço tendo ascendência sobre a religião, sendo a razão o segredo para desvendar vários mistérios, assim como Wiliam a utilizou para desvendar o mistério desse mosteiro. O filme nos faz ver a transição e surgimento de pensamentos modernos, ou seja, transição da idade média para a idade modernidade.

terça-feira, 3 de maio de 2011

NÓS QUE AQUI ESTAMOS POR VÓS ESPERAMOS





Documentário dirigido por Marcelo Masagão e lançado no Brasil em 1999.

Memórias do século XX.


Logo no início do filme é mostrado o período em que surge a revolução industrial.           Os homens que se transformam em peças nas mãos do capitalismo, o trabalho manual, divisão de funções. Ele agora faz parte desse sistema e é tratado com parte de uma máquina.
O mundo passa então por uma mudança já que com o advento da mecanização (industrialização) as pessoas passam a trabalhar, seja como construtores de edifícios ou metrôs, empacotando cigarros, fabricando carros, produzindo televisões, montando bicicletas, extraindo minérios etc.
As casas passam a ter bens como televisores, rádios e outros eletrodomésticos. Em paralelo a isso, em 1929, ocorre a grande depressão. Em conseqüência disso o desemprego da população, a fome, a perda da dignidade e a inutilidade dos diplomas da época.
A revolução feminina, sexual é enfatizada com imagens de mulheres de mini-saias, biquínis, fazendo passeatas etc. No campo da arte a nudez exposta de várias formas, os artistas expressam a igualdade entre os sexos que é exaltada e passa a ser valorizada. Na religião o Islamismo, o Judaísmo, o Hinduísmo e o Candomblé são abordados como formas de buscar a Deus.
Como mensagem central o filme mostra a realidade traumática das guerras deixando transparecer a vulnerabilidade da vida humana. A primeira guerra mundial, a guerra do Vietnã, a guerra do Golfo, as milhares de vidas que foram ceifadas por conta de interesses de poucos. O crescimento do potencial bélico com as bombas atômicas e outras armas. O próprio homem cria os mecanismos para a destruição da sua espécie. Hitler, Pinochet, Médice e outros ditadores são lembrados bem como o budista Mahatma Gandhi, no Tibet, que venceu resistências imperialistas sem dar um tiro sequer. A solidão e a injustiça das guerras.
Traumas, humilhações, desespero, protestos, suicídios e ilusões. A morte como um fim que não se pode fugir. O ser humano que em sua fragilidade, espera aquilo que não se pode desviar. O cemitério, morada de todos: dos que constroem as bombas, matam, dos que levantam a bandeira da paz, dos que levantam edifícios, dos que pagam os trabalhadores, dos que aparecem na televisão, dos que os assistem, dos que tem ou não, medo da morte.